frango assado com paprika fumada foto.JPG

Sobre Mim

australia (2).JPG
 

Comecei tarde na cozinha. Só depois de casar, já com vinte e sete anos, é que verdadeiramente me aproximei do fogão.

Até então limitava-me a observar. Primeiro a minha avó, depois a minha mãe, cada uma com o seu modo e o seu tempo, mas ambas donas de uma cozinha segura, dessas onde tudo parecia nascer naturalmente das mãos. Cresci com esses cheiros, esses gestos e essa mesa sempre pronta.

A vida levou-me por outros caminhos. Trabalhei muitos anos em publicidade, como Directora de Media, profissão exigente, rápida, pouco dada a demoras domésticas. A cozinha ficava muitas vezes adiada para um amanhã que parecia nunca chegar.

Mas o gosto, como certas sementes, fica à espera.

Com o nascimento da minha filha veio também a vontade de lhe dar aquilo que eu própria tinha tido em casa dos meus pais. Comida simples, caseira, saudável, feita sem pressas e com atenção. Foi então que, aos fins de semana, comecei a aventurar-me. Revisitava receitas da minha mãe, folheava livros e revistas de culinária, tentava adivinhar sabores provados em restaurantes e fazia experiências, umas mais felizes do que outras.

De experiência em experiência, o gosto instalou-se.

Sempre viajei muito, por trabalho e por prazer, e nunca desperdicei a oportunidade de conhecer a comida de cada lugar. Mercados, praças e pequenas mercearias locais tornaram-se paragens obrigatórias. Foi assim que fui descobrindo novos ingredientes, aromas inesperados e outras maneiras de tratar os alimentos. Acima de tudo, aprendi a não ter medo de experimentar.

Não sou chefe nem cozinheira profissional. Sou apenas uma reformada que gosta de cozinhar, de pôr a mesa, de partilhar o que faz e de encher a casa de família e amigos.

As receitas que aqui aparecem são as que entram na nossa cozinha do dia a dia, nos dias de festa ou naqueles momentos em que apetece simplesmente variar. Algumas são minhas, outras vêm da minha mãe, de amigos, de livros, revistas ou de outros cozinheiros que fui encontrando pelo caminho. Todas, porém, passam primeiro pela minha cozinha. São feitas, provadas e muitas vezes ajustadas aos gostos cá de casa.

Há poucas coisas de que não gosto. Língua de vaca, iscas, rins ou pratos feitos com sangue ficam fora da minha mesa. De resto, provo quase tudo com curiosidade e com gosto.

Hoje vivo no campo. Com o meu marido começámos uma pequena aventura agrícola. Criámos uma horta e plantámos um pomar com cinquenta árvores, tudo biológico, tudo feito com paciência e entusiasmo. Foi daí que nasceu o nome deste espaço: da horta para a cozinha.

As fotografias são obra do meu marido que, agora também reformado, finalmente pode dedicar mais tempo à sua antiga paixão pela fotografia.

Este blog nasce do incentivo da família e dos amigos mais próximos. Durante mais de um ano fui partilhando receitas no Facebook e no Instagram. Este espaço é apenas o passo seguinte dessa partilha.

Se por aqui passarem, espero que se sintam à mesa.

Vou gostar de vos ver por cá.